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Saúde Mental 12 de abril de 2026 6 min de leitura

5 sinais de ansiedade que não devem ser ignorados

Ansiedade é uma reação normal, que vira transtorno quando interfere no dia a dia. Veja os sinais que indicam que é hora de buscar um profissional.

EC

Escrito por

Dr. Eduardo Nogueira Castro

Psiquiatra · CRM-RS 43207

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A ansiedade é uma resposta natural do organismo diante de situações de incerteza, estresse ou ameaça percebida. O problema começa quando ela se torna desproporcional, persistente e passa a interferir na rotina, no sono, nos relacionamentos e no trabalho.

Quando a ansiedade deixa de ser normal?

Estudos da OMS estimam que mais de 264 milhões de pessoas convivem com algum transtorno de ansiedade no mundo. No Brasil, a prevalência é uma das maiores, o que torna o reconhecimento precoce ainda mais importante.

1. Preocupação excessiva e constante

Pensamentos ruminantes sobre o futuro, dificuldade de desligar mesmo em momentos de descanso e uma sensação persistente de que "algo ruim pode acontecer".

2. Sintomas físicos recorrentes

  • Taquicardia ou sensação de coração acelerado sem esforço físico
  • Tensão muscular na nuca, ombros e mandíbula
  • Respiração curta ou sensação de falta de ar
  • Tontura ou formigamento nas extremidades

3. Alterações no sono

Dificuldade para pegar no sono, despertares frequentes à noite ou sensação de não ter descansado ao acordar. O sono é um dos primeiros indicadores a se alterar em quadros ansiosos.

4. Evitação de situações cotidianas

Começar a evitar reuniões, eventos sociais, dirigir ou lugares movimentados, mesmo quando racionalmente você sabe que são seguros.

5. Impacto funcional

Queda na produtividade no trabalho, dificuldade de concentração, irritabilidade fora do habitual e afastamento de pessoas queridas.

O que fazer se você se reconheceu em 3 ou mais sinais?

O caminho recomendado envolve uma avaliação psiquiátrica, que pode incluir abordagens não-medicamentosas (psicoterapia cognitivo-comportamental, mindfulness, exercício físico) e, quando indicado, suporte farmacológico. Nenhum tratamento é "para sempre" por padrão; o plano é individual.

Pedir ajuda é o primeiro ato de cuidado consigo mesmo. Quanto mais cedo, mais curto tende a ser o tratamento.

Dr. Eduardo Castro
Tagsansiedadesaúde mentalpsiquiatria
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